Águas em Março e o Batuque da sede dos Erês
Cidade, em você as palavras sempre se mantêm aquém...mas quem meu bem pode melhor desnudar o que está por baixo de rendas e na rede? As minhas mãos bobas passeiam por essa cavidade lagoeira que é o teu monte pubiano estupefato e tão só, mas como o amor é generoso faz das varandas escorrerem as águas represadas e as áreas de risco. Eu na periferia já bebi dessas águas em marços antigos. Ora teus pêlos pubianos são tão jovens não suportam um descaso com cara de espoliação tardia e contínua. Chuva no subúrbio é o ícone que sanciona - sem pudor - o tempo do desequilíbrio. Mal o carnaval do calendário passa a chuva arrasa e lava teu mênstruo estéril.
Ainda bem cidade tambor que a passagem dos meus erês desfilando por você ensopou de felicidade o que só o tempo conquista. Foi uma bela vista vê-los tamborilar brincando com a marcação do meu maestro autodidata. Aqui a redundância se faz necessária, mais que isso, impõe-se. É essa felicidade de uma festa datada quem vai reerguer as casas que mais parecem castelos de areia no mar. O dobrado das palavras – único porta-estandarte do meu teclado – é na intenção de tremular como só um batuque de maracatu sabe fazer, pra dizer que o carnaval é um ESTADO DE ESPÍRITO. Se as águas encharcam até a mais indescritível das ausências, os tambores sempre vão restaurar a presença vital da folia do carnaval. Pulsão essencial com a qual vamos deletar sanções de desigualdade a fim de restabelecer o equilíbrio em você cidade.
Ainda bem cidade tambor que a passagem dos meus erês desfilando por você ensopou de felicidade o que só o tempo conquista. Foi uma bela vista vê-los tamborilar brincando com a marcação do meu maestro autodidata. Aqui a redundância se faz necessária, mais que isso, impõe-se. É essa felicidade de uma festa datada quem vai reerguer as casas que mais parecem castelos de areia no mar. O dobrado das palavras – único porta-estandarte do meu teclado – é na intenção de tremular como só um batuque de maracatu sabe fazer, pra dizer que o carnaval é um ESTADO DE ESPÍRITO. Se as águas encharcam até a mais indescritível das ausências, os tambores sempre vão restaurar a presença vital da folia do carnaval. Pulsão essencial com a qual vamos deletar sanções de desigualdade a fim de restabelecer o equilíbrio em você cidade.
Em março todas as águas vêm beber o que uma pedra de gelo teria saciado na hora em que os erês desfilavam. Felizmente OS TAMBORES parecem que salpicavam ao comando de mãos tão jovens elevando o suor da testa aos encantos de Oxum que o transformava serenamente em água doce. E o cortejo como na vida seguia, ia ofertando uma bela vista do que seria essa folia vinda de antes dos nossos avós. O mês se inicia e o vexame principia. A cidade tambor submerge, mas a alegria dos tantãs finca pé. Muito além de um paliativo com hora e data pra acontecer, a festa real do carnaval alça o cavalo de Ogum e paira sobre as crateras abertas. Quem diria Fortaleza que precisaria de tanta água para o perímetro urbano todo sentir a correria do dia-a-dia da periferia.
Minha aguada cidade amada tomara que agora nessa hora, a sede dos erês esteja brincando na coroa do céu de Olorum. É muito importante, eu diria até – capital – que a solidariedade do carnaval não se dissolvesse. É essa congregação de forças que faz a gente perceber que a magia passa pelas nossas mãos. Que suor e lágrimas são líquidos da mais pura essência da existência humana. Que apesar dos deslizes dos “castelos de areia” e sobretudo apesar das autoridades, a cidade de Fortaleza contou com dez associações de maracatus nesse carnaval. Sendo o carnaval um estado de espírito seria essencial pensar que grande parte desse patrimônio mora na chamada área de risco. Falo isso cidade faceira porque “eu vi MAMÃE OXUM na cachoeira!”
Minha aguada cidade amada tomara que agora nessa hora, a sede dos erês esteja brincando na coroa do céu de Olorum. É muito importante, eu diria até – capital – que a solidariedade do carnaval não se dissolvesse. É essa congregação de forças que faz a gente perceber que a magia passa pelas nossas mãos. Que suor e lágrimas são líquidos da mais pura essência da existência humana. Que apesar dos deslizes dos “castelos de areia” e sobretudo apesar das autoridades, a cidade de Fortaleza contou com dez associações de maracatus nesse carnaval. Sendo o carnaval um estado de espírito seria essencial pensar que grande parte desse patrimônio mora na chamada área de risco. Falo isso cidade faceira porque “eu vi MAMÃE OXUM na cachoeira!”





<< Home