O Sol e o Sal da Singeleza no Mar de Lagoas em Fortaleza
Fortalezinha-tambor-tan-tan aguada é a cidade de Fortaleza derretendo a Lagoa Redonda toda na Praia do Preá, já quase chegando a Jericoacora. O oceano que aqui esbarra beija a doçura da Lagoa e faz da salina meizinha para muitos pesares. O sal do mar da minha cidade filtrou dores dos navios negreiros que condoeram o DRAGÃO JANGADEIRO. Fortaleza sabe e nunca negou a cor dessa dor. Embora a marca d'água que quiseram te imprimir falasse tão somente da tua semelhança com o sol. Ora minha cidade alabê, o sol e o sal estão impressos no banzo de qualquer epiderme negra. Assim como a obstinação por liberdade que gritava dentro da alma virou viga-mestra e tribalizou sentimentos distintos dos que foram traficados da África e que por aqui também aportaram.
Pois não é cidade que eu tenho a impressão de que eu toquei nessa viga. Ela tava bem ali dentro de uma construção débil, digamos assim, mas é que nem você tan-tan-zinha e a fortaleza do seu nome. E tocar, Fortaleza, eu tenho certeza, foi a maneira como o verbo por aqui se fez canção. O canto celebrando uma identidade e tocando o coração da gente desse outro lado da cidade. CANTO TRIBAL, radical, de um toque ancestral. Aí não deu outra, eu fui tocar lá onde o canto congrega; lá onde a canção potencializa vozes; lá onde a expressão comunica uma vibrante e sonora conexão com os seus mares de além mar, Fortaleza. Uma beleza! Claro, meu bem, que se tratava de um de espaço que dentro de sua cartografia fica situado no que se convencionou por chamar de periferia. Eu sabia que só podia ser por lá. E pra minha alegria entoar uma cantoria sem pesar fica pertinho do mar. E o mar em mim segreda sutilezas e traz memórias da loba no cio e sempre mãe Fortaleza.
Pois não é cidade que eu tenho a impressão de que eu toquei nessa viga. Ela tava bem ali dentro de uma construção débil, digamos assim, mas é que nem você tan-tan-zinha e a fortaleza do seu nome. E tocar, Fortaleza, eu tenho certeza, foi a maneira como o verbo por aqui se fez canção. O canto celebrando uma identidade e tocando o coração da gente desse outro lado da cidade. CANTO TRIBAL, radical, de um toque ancestral. Aí não deu outra, eu fui tocar lá onde o canto congrega; lá onde a canção potencializa vozes; lá onde a expressão comunica uma vibrante e sonora conexão com os seus mares de além mar, Fortaleza. Uma beleza! Claro, meu bem, que se tratava de um de espaço que dentro de sua cartografia fica situado no que se convencionou por chamar de periferia. Eu sabia que só podia ser por lá. E pra minha alegria entoar uma cantoria sem pesar fica pertinho do mar. E o mar em mim segreda sutilezas e traz memórias da loba no cio e sempre mãe Fortaleza.
É cidade uma paixão não se constrói à toa. Alguma coisa no fundo da alma soa feito menino em beira de lagoa. E lagoa é a Precabura que mistura o sol e o sal no mesmo quintal. Por aqui a pesca é artesanal, na verdade mais uma questão de sobrevivência dessa gente que diz não à ciência predatória. É meu bem, as semelhanças são que nem crianças, diretas e sinceras. Cada vez mais eu tenho a certeza de que é por aqui o meu caminho de volta. É só eu tocar na viga que vem da lagoa, que o povo lá no Pirambu ressoa.





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