Fortaleza e o Maracatu que Penera e Namora com esse Tempo de Agora
FORTALEZA cidade desigual e sempre a "fortaleza" que anuncia os infortúnios e as incertezas desse tempo digitalizado. Tempo do mínimo mais nanométrico se estabelecendo no silêncio de quem domina. E você cidadela do meu tambor, nem imagina ou sabia que essa peneira perversa já começou a coar a tal da nanotecnologia.
Pois é, quem diria cidade sem fronteiras, que uma comunidade inteira pode vir a ser o caldo que não vai ser peneirado nessa peneira. Bem, como o meu amor por você cidade-tambor é infinitesimamente feito de desejo pidão e enfartado de tesão, eu o colocarei à disposição dessa farinhada para que ela seja feita em forma de toada. Talvez um canto-de-trabalho. Sabe Fortaleza neste canto marítimo da periferia onde eu estou a canção passa de mão em mão, a marcação cadencia com o princípio da criação e aqui a primeira posição é de quem chega igual, que nem as vozes e os instrumentos de qualquer CANTO CORAL.
Sabemos sim, cidade, que o silenciar opressor tem feito coisas que meu avô iria ficar bestificado com o trancoso que ele contava: ["eu bem-que-te-disse"...e foi assim que o canto do bem-te-vi alertou a raposa presunçosa]. Mas Fortaleza é dessa mesma caixa de invenções que sai a esperança da molecada que hoje comigo toca tambor como quem vai ao TO-RO-RÓ. Esse toque meu amor vai contar par sua avó que você e eu e os erês dessa geração, bebemos na água ancestral de um batuque que já vem de longe. O nosso amor tem a mesma cor do breu, você eu e essa vida que nos ensina vadiando no maracatu sampleado de Mateus e Catirina.
Ah Fortaleza-tan-tan-zinha o que a gente pode a gente tem feito, a despeito de qualquer miúda imposição que não contemple os tambores. O suor de todos os ensaios fica assim perfilado no ar somente esperando o jogo das mãos pra tudo de novo recomeçar. Não importa a tecnologia que virá. O que conta é a maneira como a gente penera a peneira pra namorar. O meu amor por você é um eterno recomeço já vem do berço e assim como a contação do meu avô, está à disposição do toque de tambor que toca para acalentar o canto Jeje-Nagô.





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