<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133</id><updated>2011-04-21T16:15:33.367-03:00</updated><title type='text'>Fortaleza: Meu Amor Cor de Tambor</title><subtitle type='html'>Blog Tambor Tribal e Drama de uma Paixão Urbana com Toques e Tons de Rap, Maracatu e Bumba-meu-Boi.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://toquetons.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-2853896094400296031</id><published>2009-01-02T21:50:00.004-03:00</published><updated>2009-01-02T22:09:54.343-03:00</updated><title type='text'>Laroiê! O Dendê de Tantan</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O princípio primeiro. O Mestre de Cerimônia que rompe regras e instaura a nova concepção e, ao mesmo tempo, o correr do cotidiano. Fecundando a terra com seu falo flamejante para que um mundo de gente decante sem se dar conta de seu poder incomensurável. &lt;a href="http://www.fflch.usp.br/sociologia/prandi/exu2005.htm" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;A ESSÊNCIA DA COMUNICAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; que traduz todas as línguas e faz com que todos os discursos sejam possíveis. Sua palavra ganhando significação na maneira como a dança dos búzios deixa transparecer o que ele tem a dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-2853896094400296031?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/2853896094400296031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/2853896094400296031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2009/01/laroi-o-dend-de-tantan.html' title='Laroiê! O Dendê de Tantan'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-3270722030854347553</id><published>2007-04-13T21:50:00.000-03:00</published><updated>2007-04-13T21:52:07.268-03:00</updated><title type='text'>281 Tambores!!!</title><content type='html'>Parabéns, cidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-3270722030854347553?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/3270722030854347553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/3270722030854347553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2007/04/281-tambores.html' title='281 Tambores!!!'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-8476780867525919656</id><published>2007-03-25T14:50:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T10:09:03.974-03:00</updated><title type='text'>MARACATU - O Esplendor dos Orixás quando Anoitece na Periferia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ah Cidade sem ladeiras, sabe Olorum o que faz! Imagina se fossem íngremes teus caminhos de onde estou pra onde fincaram a maioria de teus maracatus? Por aqui as loas não rolam ruas abaixo, mas como lavam as angustias represadas pelo dia-a-dia. O Maracatu na periferia é um ponto que balança equilibrando tradição e renovação para que &lt;a href="http://www.ensinoafrobrasil.org.br/portal/" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;A MEMÓRIA NEGRA&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; conte a história do tempo. O Maracatu é o sol se pondo e a noite imprimindo na pele dos que brincam – ainda que na fantasia de um carnaval – a cor de um tambor tribal. É o maracatu a longa noite iluminando as cabeças que saem das cabaças para compreender a longevidade sonora dos tambores. O maracatu em você Fortaleza corre pelas beiradas e arrasta uma negrada que parece silenciosa. No entanto esse silêncio soa e se esbalda na oralidade dos orikis. E os mais antigos nas comunidades ditas carentes esbanjam essa sapiência pelos poros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que eu não sei em quantos palmos o seu clitóris foi dividido, meu bem. Sei que quando adentro em cada um deles me reconheço nessa festa que passou pelo &lt;a href="http://www.ciadejovensgriots.org.br/index.php" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;GRIOT DO MEU AVÔ&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e desaguou na cor do meu tambor. As partes íntimas dessa cidade são que nem a palma das mãos dos ogans e sua relação orgânica com os tantãs. Por isso que na periferia, Fortaleza, exista ou não a compreensão da preservação, aquele chão só pode ser sagrado. O reino dos orixás tem endereço e se identifica plenamente, principalmente quando a noite vem. Em Fortaleza as noites da periferia são mais negras. Nelas os tambores que magnificaram meus erês na avenida, agora dão vida a outras entidades. Nessas comunidades – ápice do meu entusiasmo – o bater tambor é louvação a Xangô ou licença de Exu. Mesmo que o toque seja apenas um ensaio de maracatu. Saiba ou não da procedência dessa história, a periferia – resistente - toca e atualiza a memória de uma cultura afrodescendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma narrativa que nunca termina. Filho do meu filho, gestamos e parimos mais um na boquinha da noite. Mais uma boca pra falar, contar e alimentar essa tradição que se renova &lt;a href="http://www2.uol.com.br/olodum/escola.htm" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;DINAMICAMENTE&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Um maracatuzinho de erês é para que os porquês fluam por uma oralidade que se sustenta. Um maracatuzinho é somente o resultado de uma semente em solo fértil, pronto para encorpar no fundo da alma a palma da mão nos tantãs. O griot que encantou o meu avô, já sabia que o filho do meu filho teria cor de tambor. Mais um maracatuzinho de erês na periferia, somente porque é aí cidade que a minha verdade dialoga com você. Um maracatuzinho, sempre as sextas, à boquinha da noite pra minha alegria, num pedaço qualquer da periferia. Laroiê! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-8476780867525919656?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/8476780867525919656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/8476780867525919656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2007/03/maracatu-o-esplendor-dos-orixs-que.html' title='MARACATU - O Esplendor dos Orixás quando Anoitece na Periferia'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-6798371434975717567</id><published>2007-03-02T12:30:00.000-03:00</published><updated>2007-03-02T19:41:55.732-03:00</updated><title type='text'>Águas em Março e o Batuque da sede dos Erês</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cidade, em você as palavras sempre se mantêm aquém...mas quem meu bem pode melhor desnudar o que está por baixo de rendas e na rede? As minhas mãos bobas passeiam por essa cavidade lagoeira que é o teu monte pubiano estupefato e tão só, mas como o amor é generoso faz das varandas escorrerem as águas represadas e as áreas de risco. Eu na periferia já bebi dessas águas em marços antigos. Ora teus pêlos pubianos são tão jovens não suportam um descaso com cara de espoliação tardia e contínua. Chuva no subúrbio é o ícone que sanciona - sem pudor - o tempo do desequilíbrio. Mal o carnaval do calendário passa a chuva arrasa e lava teu mênstruo estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem cidade tambor que a passagem dos meus erês desfilando por você ensopou de felicidade o que só o tempo conquista. Foi uma bela vista vê-los tamborilar brincando com a marcação do meu maestro autodidata. Aqui a redundância se faz necessária, mais que isso, impõe-se. É essa felicidade de uma festa datada quem vai reerguer as casas que mais parecem castelos de areia no mar. O dobrado das palavras – único porta-estandarte do meu teclado – é na intenção de tremular como só um batuque de maracatu sabe fazer, pra dizer que o carnaval é um &lt;a href="http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/forms/default.aspx" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;ESTADO DE ESPÍRITO&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Se as águas encharcam até a mais indescritível das ausências, os tambores sempre vão restaurar a presença vital da folia do carnaval. Pulsão essencial com a qual vamos deletar sanções de desigualdade a fim de restabelecer o equilíbrio em você cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em março todas as águas vêm beber o que uma pedra de gelo teria saciado na hora em que os erês desfilavam. Felizmente &lt;a href="http://www.radio.usp.br/programa.php?id=23" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;OS TAMBORES&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; parecem que salpicavam ao comando de mãos tão jovens elevando o suor da testa aos encantos de Oxum que o transformava serenamente em água doce. E o cortejo como na vida seguia, ia ofertando uma bela vista do que seria essa folia vinda de antes dos nossos avós. O mês se inicia e o vexame principia. A cidade tambor submerge, mas a alegria dos tantãs finca pé. Muito além de um paliativo com hora e data pra acontecer, a festa real do carnaval alça o cavalo de Ogum e paira sobre as crateras abertas. Quem diria Fortaleza que precisaria de tanta água para o perímetro urbano todo sentir a correria do dia-a-dia da periferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha aguada cidade amada tomara que agora nessa hora, a sede dos erês esteja brincando na coroa do céu de Olorum. É muito importante, eu diria até – capital – que a solidariedade do carnaval não se dissolvesse. É essa congregação de forças que faz a gente perceber que a magia passa pelas nossas mãos. Que suor e lágrimas são líquidos da mais pura essência da existência humana. Que apesar dos deslizes dos “castelos de areia” e sobretudo apesar das autoridades, a cidade de Fortaleza contou com dez associações de maracatus nesse carnaval. Sendo o carnaval um estado de espírito seria essencial pensar que grande parte desse patrimônio mora na chamada área de risco. Falo isso cidade faceira porque “eu vi &lt;a href="http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/2006/discografia/discos_autorais/letras/stephen/03.htm" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;MAMÃE OXUM&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; na cachoeira!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-6798371434975717567?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/6798371434975717567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/6798371434975717567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2007/03/guas-em-maro-e-o-batuque-dos-meus-ers.html' title='Águas em Março e o Batuque da sede dos Erês'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-5297730216487171835</id><published>2007-02-12T19:30:00.000-03:00</published><updated>2007-02-13T09:59:48.526-03:00</updated><title type='text'>O Olho do Sol Negro e a Luz do Maracatu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ei cidade negrume do meu prazer carnal...o carnaval vem aí, ou melhor nunca saiu daqui. Cada silêncio que guarda o som desses tambores tão requisitados nos nossos ensaios vai somar-se a uma algazarra na avenida na passagem de cada um dos cortejos negros de nossos maracatus. Sim Fortaleza, os tambores estão nas ruas é festa na cidade. Só mesmo com muita força e fé da negrada, a alma escancarada e muita batucada pra se levantar um espetáculo dessa natureza. Vai-se embora a tristeza dependurada e sobressalente no fundo de cada quintal. O carnaval é o ritual do tempo certo para que a festa adentre - sem cerimônias - deixando nas mentes e corações um sumo vital de renovação. Assim Oxalá queira, pois a quarta-feira fica resguardada num pêndulo que não pára. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi bom Fortaleza ter feito do maracatu o marco-zero da minha paixão tamborelesca e tribal por você. Estão muito próximas as sensações existentes e tem até loa de coroação. O destaque é o meu sentimento que cria raízes fundas que certamente já foram lá na África de onde vieram. Eu sou um andarilho e embaixo dos meus pés giram as cirandas de velhos griots sempre me conduzindo para os subúrbios iniciáticos. O Maracatu faz tempo que aqui está, mas é a condição de país periférico que faz de alguns locais da cidade verdadeiros monumentos à impassibilidade. No entanto ou apesar disso, o pranto desliza e vira viço quando nesses locais a soma percebe-se maior que cada uma das partes. Isso é o mesmo que eu tocando em você e o meu toque sendo o tambor do seu prazer. Ou então você se desnudando pra mim para que eu cumpra suas primícias num jogo de sem par, de mar e de malícia como cantaram os orixás.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O carnaval já tamborila no teclado do meu micro todo &lt;a href="http://www.familianegrabrasil.com.br/index2.html" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;NEGRO&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Mas eu não posso me furtar de contar como é que foi que por aqui bumbou o boi. Bumbar foi o verbo da hora. Seja na marcação surda e certeira dos bumbos ensaiando batidas no ar, seja na ala do maculelê eu e você que só cresceu e conquistou o que já era seu. Bonita a sincronia dos paus do maculelê eu e você com a percussão dos tambores. No meio da rua como deve ser, com todas as interferências, e a gente ouvindo e viajando na freqüência poética daquela fusão. Tambores e maculelê eu e você, pra vocês um beijo pela ancestralidade como conectaram o cortejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realçar momentos peculiares é a forma menos pálida para transcrever o que as palavras nem imaginam. Que discurso daria conta de dizer sobre cada pedaço de tecido gerido com finais de tarde, café e tapioca? Qual blog saberia dizer a dimensão que tem duas horas de ensaio sem deixar transparecer a irritante sinfonia das barrigas? Em que língua deve ser escrita a angustia daqueles babados pendurados ao relento no vento clamando para que não chovesse. Os tecidos pesados e ainda com cheiro de novos que logo ganhariam vida e redimensionariam o corpo tímido da dona Maria que embaixo deles se transfor(Maria) numa legítima baiana de periferia? Qual descrição contaria da alegria solar dessa cidade abafada que nem os tampos de alguns tambores pra entrar no tom certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coisas cidade, se não fazem chorar devem servir pra gente reinventar a vida. Isso não são hipóteses de teses acadêmicas. É a vida raquítica sustentando enormes tambores ao mesmo tempo em que eu digo pra elas que a gente toca com o corpo inteiro e daí essas vidas ensaiam até &lt;a href="http://www.portalcapoeira.com" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;COREOGRAFIA&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Eu sei que isso só acontece pelo amor que você tem por mim, Fortaleza, mas com certeza você bem sabe que eu sou o negrume que faz todas as belezas da noite aparecerem, ainda que nas opacas luzes dos raros postes de periferia. Dentre as incontáveis razões do meu amor, essa é uma singela demonstração da cor do meu tambor. Eu lhe asseguro que você vai encontrar dele em grandes proporções, basta direcionar o olhar para onde nasce ou se põe o negro sol lunar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capital cyber-especial daqui de onde eu digito o monitor estremece e amolece com um bloco de pré-carnaval que acaba de nascer. Mora perto de mim e está prometendo que o ano que virá não vai ser igual àquele que passou. É meu amor cor de tambor, essa fala é somente para registrar o corte umbilical de uma promessa tribal. Apesar de eletrônicos os tambores desse bloco, não há como eu não os chamar, carinhosamente, de meu &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=O3jz8Y5qiJ8" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;MARACATU ATÔMICO&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Afora o &lt;a href="http://www.maracatu.net/oya/index.htm" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;AFOXÉ&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; que pela primeira vez vai mostrar no carnaval de Fortaleza a beleza e riqueza da cultura afro. Creia cidade, estamos em fevereiro de 2007. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-5297730216487171835?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/5297730216487171835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/5297730216487171835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2007/02/o-olho-do-sol-negro-e-luz-do-maracatu.html' title='O Olho do Sol Negro e a Luz do Maracatu'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-3482925222299078012</id><published>2007-02-02T12:02:00.000-03:00</published><updated>2007-02-02T12:03:22.779-03:00</updated><title type='text'>Dia de Festa no Mar!</title><content type='html'>Dia 02 de Fevereiro...Odô Yá, Yemanjá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-3482925222299078012?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/3482925222299078012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/3482925222299078012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2007/02/dia-de-festa-no-mar.html' title='Dia de Festa no Mar!'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116861590654661248</id><published>2007-01-12T12:31:00.000-03:00</published><updated>2007-01-25T21:00:11.286-03:00</updated><title type='text'>O Eito que tem Leito Perfeito no meu Peito em Festa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por traz de uma pilha de tambores muito bem pode-se encontrar o ritmo dengoso de um semblante molhado de amores. É de deixar qualquer um maravilhado vivenciar a azáfama de um espaço aonde o carnaval mora. Aqui nesse maracatu as mesmas mãos que põe cola nos canos são também as conchas certeiras nas quais as baquetas vão se abrigar e ritmar o ritual da batida. Dessa vez, mais uma vez, elas não só vão batucar noutro compasso, como também irão render homenagem ao ritmo dolente da tradição. Por um momento uma teoria sociológica vira tese de alegria memorável. Tradição e renovação dinamicamente nas mãos de um grupo de percussão que anima a comunidade trazendo tempo e memória num só coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui não existe a estrutura nem pra gente guardar os tambores – sempre eles – mas a forma coletiva como essa falta é gerenciada nos faz parar e lembrar dos porões dos navios. Dos fétidos porões aos chicotes dos feitores tudo eram dores. E tudo foi suplantado pelo toque dos tambores. Tambores que agregaram tribos as mais divergentes unificando a força da nossa gente. Relembrar como os escravizados eram detentores de &lt;a href="http://www.palmares.gov.br/" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;UMA ALTIVEZ&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; que veio desaguar nisso que o povo da periferia hoje em dia chama de batalha pela sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um nada material o carnaval vai sendo posto de pé. Daí que sobram e abarrotam as analogias. O dia-a-dia pisando nas esperanças tardias desse povo e ele ainda senta e espera a hora da troca dos instrumentos – aqui são tão poucos para tantos tantãs. Os erês (sempre em bando) na minha visão guardam uma intimidade pulsante com a magia do som ancestral, pois é das mãos desses músicos por osmose que sai o chamamento pro momento tribal. Tambores de maracatu, no meio da rua, num começo de noite não tem conta que dê conta de tanta festa! A falta não deixa de existir é que a descendência desse povo é essa, xirê. É por isso que, após cada ensaio, meus tímpanos saem atualizando &lt;a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/frame.htm" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;AS CONEXÕES DESSE VOCÁBULO&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; com o que acontece quando a festa acalma. Parece que naquele momento o tambor transfigura aquela situação de dor no amor do martelo justiceiro de Xangô. Isso quem me contou foi o meu avô que toda noite dedicava a si próprio, três continhas do seu rosário. Santificado sincretismo, sempre dava um jeito de no seu trancoso samplear a memória de algum orixá. Quem sou eu pra não aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto ouvir os tambores sua pulsação tem-me feito redesenhar o meu caminho de volta. E nessa minha diáspora suburbana o que é mais bacana é constatar esse modo de ser do meu avô no povo de maracatu. Talvez isso os torne mais generosos e solidários. Num mundo balizado pelo valor de mercado realmente fica inviável validar o que já não há. O maracatu tem tribalizado meu sonho apaixonado pelo rito teatral. Essa sim, é a outra ponta da conta do meu rosário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra terminar vale lembrar que a métrica do meu falar é o linguajar da oralidade que musicalizado imortaliza uma memória mítica. Foi sim com os griots que aprendi a c@ntar tecendo narrativas que se dilatam feito bilros em mãos rezadeiras. E por falar nisso rogai por mim nessas três continhas, minha mãe! O que eu queria mesmo era ter contado hoje a história dos &lt;a href="http://www.orixas.com.br/portal/" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;SEIOS DOLOROSOS&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; de Yemanjá. Essa quem me passou foi a negra senhora do post anterior. Mas um dia o maracatu há de deixar! Odô Yá! Odô Yá, Rainha do Mar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116861590654661248?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116861590654661248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116861590654661248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2007/01/o-eito-que-tem-leito-perfeito-no-meu.html' title='O Eito que tem Leito Perfeito no meu Peito em Festa'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116793929888871393</id><published>2007-01-04T16:33:00.000-03:00</published><updated>2007-01-12T08:27:39.070-03:00</updated><title type='text'>As sandálias e o Tambor Totem do meu Avô</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos samplers sincopados dos solados das minhas sandálias, o plano riscado da minha cidade tem-me firmado no descompasso aperreado de uma periferia pendurada em planos. Por aqui quando passa a sintonia chacoalhando o dia-a-dia sempre prenuncia um leve desespero homeopático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é pra menos! Foi por essas bandas que ainda há pouco o sorriso simpático das campanhas - como sempre - desintegrou-se em desafinadas notas sinistras. Notas que não são as do autodidata que rege a percussão do meu maracatu. &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=412JDB003" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;NOTAS INOMINÁVEIS&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; e indecentes, muito diferente das anotações da negra senhora a soluçar “odô yá, yemanjá!”, dialogando horizontal com a tal da educação popular. Notas que desequilibram e afundam a periferia em projetos de esperança terçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sempre supera e surte efeito no meu arrasta-pé quando eu me embrenho periferia adentro é que minhas sandálias são danadas pra provocar o canto do bando de erês por onde elas passam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cai, cai sereno / Cai meu destino / Me leva agora / Para brincar com os meninos!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade tan-tan, é eu ir passando e aquele cardume se dependurando aonde nem espaço nem tempo dão conta desse canto de presente que atende pelo singelo nome de Doum. Eles me seguram assegurando que “Doum é amigo legal, sem Doum eu não posso ficar”. As sandálias saem em descontrole, afinal pra &lt;a href="http://www.ufsc.br/~esilva/Candomble.html" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;ERÊ TUDO É XIRÊ&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, mas nesse instante de folia só dá tempo do meu pé tropeçar na craterinha de um descompromisso chamado saneamento básico. O sorriso em coro do bando refaz meu azedume reivindicatório enquanto eles lavam as sandálias que não foram feitas para o banho, muito embora adote os erês e admita ser &lt;a href="http://maria-bethania.letras.terra.com.br/letras/836829/" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;MÃE DOS FILHOS-PEIXES&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cortejo segue os meus passos rumo ao espaço onde o compasso é a mais perfeita simetria das alegrias que emanam da periferia. É que hoje é dia de ensaio. Envolto ainda pelo cardume de erês que agora disputa com a circunferência gigantesca dos tambores, eu faço questão de me perder nesse chão que se reveste em assentamento das diferentes tribos de um micro cosmos chamado maracatu. É o tambor bater e a gente vê uma comunidade em peso se energizar pelos tantãs que, neste começo de noite, na cidade de Fortaleza, têm a mesma força ancestral do velho tambor tribal. Que beleza é bem legal! Então...as sandálias? Viraram adubo desse chão sagrado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116793929888871393?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116793929888871393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116793929888871393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2007/01/as-sandlias-e-o-tambor-totem-do-meu-av.html' title='As sandálias e o Tambor Totem do meu Avô'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116749618996995571</id><published>2006-12-30T13:26:00.000-03:00</published><updated>2006-12-30T15:53:50.426-03:00</updated><title type='text'>Estou Batendo TAMBOR no Afro-Mar de Fortaleza</title><content type='html'>No momento, erês de outros tempos sopram pertinho do vento e deixam nas minhas mãos uma Bela Vista! &lt;a href="http://maria-bethania.letras.terra.com.br/letras/164730" target="_blank"&gt;"Quem me pariu foi o ventre de um navio"&lt;/a&gt; - [Roberto Mendes - Capinam]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116749618996995571?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116749618996995571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116749618996995571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/12/estou-batendo-tambor-no-afro-mar-de.html' title='Estou Batendo TAMBOR no Afro-Mar de Fortaleza'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116679326768137978</id><published>2006-12-22T10:13:00.000-03:00</published><updated>2006-12-22T10:14:27.690-03:00</updated><title type='text'>Tantos Tantãs!</title><content type='html'>?!?!?!...(vem aí)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116679326768137978?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116679326768137978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116679326768137978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/12/tantos-tants.html' title='Tantos Tantãs!'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116402955500369645</id><published>2006-11-20T10:30:00.000-03:00</published><updated>2006-11-24T09:30:29.526-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>20 de novembro:  Dia Nacional da Consciência Negra. Valeu, Zumbi e tantos outr@s!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116402955500369645?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116402955500369645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116402955500369645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/11/20-de-novembro-dia-nacional-da.html' title=''/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116048091872168871</id><published>2006-10-10T08:45:00.000-03:00</published><updated>2006-10-10T09:14:44.376-03:00</updated><title type='text'>Fortaleza e o Toque Sensual de um Tambor Tribal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pela estrada que fica por fora, todos os caminhos me levam ao coração desta cidade que, felizmente, não é no centro. O sangue que pulsa e bombeia no frescor da lua cheia vem da veia que não envelhece nem padece de afirmação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fortaleza, cada vez mais o que eu sinto por você refaz as veredas que guiam o destino de um velho-menino. Ah! Cidade sem bússola, a direção certa da minha satisfação é onde eu possa expressar o meu amor cor de tambor. Em razão disso, Fortaleza, eu nem preciso dizer o que você já sabia: é na sua periferia tão maltratada que o batuque do tambor purifica a dor e instaura o meu amor question[a]dor. Daí a alegria fica ali, é um pêndulo a balançar pra lá e pra cá. É por isso que apesar das dores constantes é nos tambores que a periferia se desnuda e &lt;a href="http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=artigos/docs/reggae_ludovicense" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;RECRIA O PULSAR&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; que deve embalar o nosso dia-a-dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fortaleza é à margem do seu corpo que o meu prazer vem me dizer por onde eu devo tocar em você. Nessa hora o meu amor cor de tambor, na mais completa reverência aos ancestrais, apenas flana lhe ofertando flores. O amante de antes e de natureza noturna copula e sai tocando toda epiderme que ele já conhece pela textura do sofrimento, mas que se deixa tocar sem lamentos. Quando isso acontece sei que estou penetrando no espaço mais divino de Fortaleza. A mais perfeita simbiose. A felicidade sem a qual eu não viveria. O clitóris da minha cidade fica na periferia. É por isso que eu aqui cheguei arrastado pela levada leve que soava revertendo à tristeza. Éramos eu e tu no maracatu da sutileza e aquela mesma intenção de conexão com os elementos da natureza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda encharcada de mim a cidade escorrega periferia adentro e um mar de sofrimento entra e sai pingando no suor do maracatu de amores sintonizando as vozes com os tambores. Nesse coito descomedido o gozo da cidade se mistura ao meu prazer gutural. É quando o nosso amor ribomba tal qual tambor tribal. Esse som vai bater longe, vai chamar toda a comunidade pra felicidade do ritual que congrega. Faz tempo que por aqui o tambor também soa na boca. É a festa muito louca dos meninos e o seu som da rua. &lt;a href="http://www.barbatuques.com.br/corpo.htm" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;PÁ-PÁ-TI-PRUM ~ PÁ-PÁ-TI-PRUM&lt;/strong&gt;.&lt;/a&gt; Quem não é daqui não entendeu patavina. Isso é apenas o Maracatu Sampleado de Mateus e Catirina! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Memória oral nesse local se transforma também em sonoridade, na verdade uma revira...volta aos tempos em que os tambores falavam, conectavam, transportavam e faziam a ligação com os deuses. Não perderam essa função, apenas ganharam as mãos de uma moçada jovem que toca com tanta dignidade como se quisessem religar os desejos daquela comunidade. E são tantos e são tão críveis tais solicitações que a tríade &lt;a href="http://www.radio.usp.br/programa.php?id=23" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;RUM, RUMPI e LÊ&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; fica a estremecer sem saber por onde começar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sinta Fortaleza agora no ar uma fragância rítmica, matematicamente certeira, tocante. Os meninos menores se aprochegam então eu já sei que toque toca agora esse maracatu de louvor: isso é um &lt;a href="http://www.gilbertogil.com.br/sec_discografia_obra.php?id=462" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;ALUJÁ&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; de Xangô. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O povo de maracatu, em sua grande maioria, se filia a essas linhas das crenças africanas. Muito bacana a forma dessa fé que não se abala com o toque da folia, antes o contrário, se contagia e crer com muito amor, que a festa bem atesta um politeísmo criador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116048091872168871?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116048091872168871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116048091872168871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/10/fortaleza-e-o-toque-sensual-de-um.html' title='Fortaleza e o Toque Sensual de um Tambor Tribal'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116039675874662320</id><published>2006-10-09T09:16:00.000-03:00</published><updated>2006-12-22T17:04:27.333-03:00</updated><title type='text'>O Sol e o Sal da Singeleza no Mar de Lagoas em Fortaleza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fortalezinha-tambor-tan-tan aguada é a cidade de Fortaleza derretendo a Lagoa Redonda toda na Praia do Preá, já quase chegando a Jericoacora. O oceano que aqui esbarra beija a doçura da Lagoa e faz da salina meizinha para muitos pesares. O sal do mar da minha cidade filtrou dores dos navios negreiros que condoeram o &lt;a href="http://www.acordacultura.org.br/main.asp?Team={B27E1A6A-FDF3-4718-96A8-D3B5B45FEC6C}" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;DRAGÃO JANGADEIRO&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Fortaleza sabe e nunca negou a cor dessa dor. Embora a marca d'água que quiseram te imprimir falasse tão somente da tua semelhança com o sol. Ora minha cidade alabê, o sol e o sal estão impressos no banzo de qualquer epiderme negra. Assim como a obstinação por liberdade que gritava dentro da alma virou viga-mestra e tribalizou sentimentos distintos dos que foram traficados da África e que por aqui também aportaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é cidade que eu tenho a impressão de que eu toquei nessa viga. Ela tava bem ali dentro de uma construção débil, digamos assim, mas é que nem você tan-tan-zinha e a fortaleza do seu nome. E tocar, Fortaleza, eu tenho certeza, foi a maneira como o verbo por aqui se fez canção. O canto celebrando uma identidade e tocando o coração da gente desse outro lado da cidade. &lt;a href="http://www.quilombhoje.com.br" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;CANTO TRIBAL&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, radical, de um toque ancestral. Aí não deu outra, eu fui tocar lá onde o canto congrega; lá onde a canção potencializa vozes; lá onde a expressão comunica uma vibrante e sonora conexão com os seus mares de além mar, Fortaleza. Uma beleza! Claro, meu bem, que se tratava de um de espaço que dentro de sua cartografia fica situado no que se convencionou por chamar de periferia. Eu sabia que só podia ser por lá. E pra minha alegria entoar uma cantoria sem pesar fica pertinho do mar. E o mar em mim segreda sutilezas e traz memórias da loba no cio e sempre mãe Fortaleza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É cidade uma paixão não se constrói à toa. Alguma coisa no fundo da alma soa feito menino em beira de lagoa. E lagoa é a Precabura que mistura o sol e o sal no mesmo quintal. Por aqui a pesca é artesanal, na verdade mais uma questão de sobrevivência dessa gente que diz não à ciência predatória. É meu bem, as semelhanças são que nem crianças, diretas e sinceras. Cada vez mais eu tenho a certeza de que é por aqui o meu caminho de volta. É só eu tocar na viga que vem da lagoa, que o povo lá no Pirambu ressoa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116039675874662320?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116039675874662320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116039675874662320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/10/o-sol-e-o-sal-da-singeleza-no-mar-de.html' title='O Sol e o Sal da Singeleza no Mar de Lagoas em Fortaleza'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116035925015663514</id><published>2006-10-08T22:57:00.000-03:00</published><updated>2006-10-09T08:59:29.536-03:00</updated><title type='text'>Fortaleza e a Canção-Memória da nossa Negra História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ah Fortaleza disfarça, pois o dia hoje passa cantante como se carregasse todas as canções suaves de fazer santo descer. É mesmo que ta vendo o mar de melodias das ondas que um dia fundiram-se num espetáculo de teatro em plena Ponte Metálica. Sim cidade-melancólica, a luz carmim que o sol cintilava era o candeeiro que iluminava a sonoridade da tua menstruação que não parava de cantar. E a maresia daquele dia que tingiu toda a companhia também nos deixou um recado: esta é uma cidade cuja verdadeira vocação é a pulsão dos amores &lt;a href="http://bocadaforte.uol.com.br/Portal/Conteudo/Index.asp" target="_blank"&gt;&lt;b&gt; AO SOM DOS TAMBORES&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cidade-canção na palma da minha mão há um traço que me aponta que sou cria desse teu lado aonde a musicalidade bate mais forte que os antigos chicotes. E não há melhor espetáculo Fortaleza que a sintonia de uma periferia toda cadenciada numa levada mais tocante que o baticum do meu coração. Ouça cidade decente, escute o tan-tan-tan consciente dessa gente que foi silenciada por uma escola que não deu bola a nossa história quilombola. Aqui onde eu estou, no maior entusiasmo e calor as pessoas constroem saber tocando tambor. Foi esse toque de marcação zulu que sempre me fez vibrar com o encanto do maracatu. Portanto, agora estou mixando duas paixões vitais. Estamos brincando com a negrada sincronizando o cortejo ritual com o rito teatral. Daí nasceu &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;MARACABOI - O MARACATU SAMPLEADO DE MATEUS E CATIRINA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Uma cena de bumba-meu-boi dentro do cortejo da realeza negra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah cidade-personal, por lá, as pessoas já começam a perceber o quanto eu e você nesse nosso amor cor de tambor podemos crescer juntos. Eu a cada dia mais ligado na periferia e no rap que os meninos fazem. Uma informação que puxa, derruba e põe pelo avesso meus tempos de faculdade. Como diria o cantor "quero esquecer o francês". Ora esse &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=88ictLis8TE" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;CANTO-FALA&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; é o que por lá não cala. Dispara na cara de quem quiser o conceito dessa nova teoria. Hoje em dia não precisa que ninguém fale pela periferia. Ela tem cara, voz, toque e identidade. E o rap é a contra-narrativa sonora que faz frente às falácias indecentes do sistema decadente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ta vendo cidade tribal é por isso que o canto dos griôts (velhos africanos c@ntadores de histórias) já havia me dito num discurso de oralidade plena. É bom que a gente encontre a melhor maneira de perenizar a memória. Na periferia tem maracatu, rap e brinquedo de boi. Boa parte da memória negra em nossas mãos. O toque que a gente faz soar agora é o das conexões, sampleando tradição e renovação, dinamicamente. Tão contente quanto o grito do meu amor combatente e cheirando à flor. Que nem o bater do tambor, Fortalezinha-tan-tan. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116035925015663514?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116035925015663514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116035925015663514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/10/fortaleza-e-cano-memria-da-nossa-negra.html' title='Fortaleza e a Canção-Memória da nossa Negra História'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116022130074130745</id><published>2006-10-07T08:36:00.000-03:00</published><updated>2006-10-12T07:32:27.236-03:00</updated><title type='text'>Fortaleza e o Maracatu que Penera  e Namora com esse Tempo de Agora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;amp;amp;amp;q=fortaleza&amp;ie=UTF8&amp;amp;z=14&amp;ll=-3.723373,-38.546219&amp;amp;spn=0.024753,0.066605&amp;t=h&amp;amp;om=0" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;FORTALEZA&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; cidade desigual e sempre a "fortaleza" que anuncia os infortúnios e as incertezas desse tempo digitalizado. Tempo do mínimo mais nanométrico se estabelecendo no silêncio de quem domina. E você cidadela do meu tambor, nem imagina ou sabia que essa peneira perversa já começou a coar a tal da nanotecnologia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é, quem diria cidade sem fronteiras, que uma comunidade inteira pode vir a ser o caldo que não vai ser peneirado nessa peneira. Bem, como o meu amor por você cidade-tambor é infinitesimamente feito de desejo pidão e enfartado de tesão, eu o colocarei à disposição dessa farinhada para que ela seja feita em forma de toada. Talvez um canto-de-trabalho. Sabe Fortaleza neste canto marítimo da periferia onde eu estou a canção passa de mão em mão, a marcação cadencia com o princípio da criação e aqui a primeira posição é de quem chega igual, que nem as vozes e os instrumentos de qualquer &lt;a href="http://www.portalafro.com.br/cinema/familialcantara/internet/familiaalcantara_coral.htm" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;CANTO CORAL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabemos sim, cidade, que o silenciar opressor tem feito coisas que meu avô iria ficar bestificado com o trancoso que ele contava: ["eu bem-que-te-disse"...e foi assim que o canto do bem-te-vi alertou a raposa presunçosa]. Mas Fortaleza é dessa mesma caixa de invenções que sai a esperança da molecada que hoje comigo toca tambor como quem vai ao &lt;a href="http://www.webletras.com.br/letra/musica/829767/tambolele/onde-que.htm" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;TO-RO-RÓ&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Esse toque meu amor vai contar par sua avó que você e eu e os erês dessa geração, bebemos na água ancestral de um batuque que já vem de longe. O nosso amor tem a mesma cor do breu, você eu e essa vida que nos ensina vadiando no maracatu sampleado de Mateus e Catirina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah Fortaleza-tan-tan-zinha o que a gente pode a gente tem feito, a despeito de qualquer miúda imposição que não contemple os tambores. O suor de todos os ensaios fica assim perfilado no ar somente esperando o jogo das mãos pra tudo de novo recomeçar. Não importa a tecnologia que virá. O que conta é a maneira como a gente penera a peneira pra namorar. O meu amor por você é um eterno recomeço já vem do berço e assim como a contação do meu avô, está à disposição do toque de tambor que toca para acalentar o canto Jeje-Nagô. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116022130074130745?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116022130074130745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116022130074130745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/10/fortaleza-e-o-maracatu-que-penera-e.html' title='Fortaleza e o Maracatu que Penera  e Namora com esse Tempo de Agora'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116013077518629899</id><published>2006-10-06T07:28:00.000-03:00</published><updated>2006-10-11T09:02:09.303-03:00</updated><title type='text'>Na Alma do Maracatu o Toque Bantu que Acalma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cidade-melodia o porte de metrópole ainda não coube bem em você meu bem. A mídia aperreada que te esquadrinha pra te vender aos novos colonizadores virtuais e de esquina, até agora não deu conta de tantos alabês, todos erês, que eu sintonizei nas ladeiras em pleno Castelo Encantado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É uma nova canção que toca na pele da cidade situada do outro lado da cicatriz. É de encantar o toque desses novos filhos de "mama áfrica". E cidade é só eu me embrenhar topic adentro que a gente vai bater nuns tambores que hoje soam uma história que ta fora dos livros. Ta na pele, no corpo, no jeito e na atitude, explodindo e se fazendo valer em valores outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fortaleza nesse dia de ladeira eram os ibejis que lhes beijavam as esperanças. Qualquer criança cidade sabe que "o mundo era pra ser melhor" ou, na pior das hipóteses, o reino das diferenças que não se anulam. Longe do centro eu vou encontrando, nos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;MARACATUS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, uma leva desses erês. É bom que assim seja, pois Fortaleza por aqui a história do povo negro precisa começar a ser recontada. E, de preferência, pelo som dessa meninada que vive com o rap na cabeça e as mãos sampleando a força dos atabaques. Era tudo que faltava para essa nova partitura de tambores da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A felicidade maior Fortaleza é que além dessa conexão que é feita pra lá dos verdes mares bravios, é através de canções que essa identificação está se reafirmando. Mais essencial impossível. A gente vendo aquelas mãozinhas sobre atabaques direcionando os novos caminhos que vão re(percutir) e soar nos corações e mentes das ladeiras, até estremece com a determinação de tantos tantãs. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim Fortaleza, a memória da minha cidade se reconhece nessa nova história que não alija os ibejis, até porque na sua infinita sabedoria infantil eles simbolizam a dualidade: o quente e o frio, a luz e a escuridão, o masculino e o feminino, o divino e o humano, o início e o fim. Num falei que dava pra estremecer, Fortaleza!? Mas vamos de canção? Ora se não! Só se for agora, tome outra:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.gilbertogil.com.br/sec_discografia_obra.php?id=300" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;"ZUMBI_A FELICIDADE GUERREIRA" - (Waly Salomão - Gilberto Gil)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116013077518629899?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116013077518629899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116013077518629899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/10/na-alma-do-maracatu-o-toque-bantu-que.html' title='Na Alma do Maracatu o Toque Bantu que Acalma'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35568133.post-116008029662364103</id><published>2006-10-05T17:26:00.000-03:00</published><updated>2006-10-06T07:59:04.293-03:00</updated><title type='text'>Tambor Tribal vem Trazer a Loa que da Periferia Soa pelos Erês</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fortaleza customizada, a cidade varrida pelo surrupio de muita infância e adolescência que não conheceu e só perdeu o &lt;a href="http://caracol.imaginario.com/index.html" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;TEMPO DO BRINQUEDO.&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; Que degredo de medo maior uma cidade pode impor à sua próxima geração desencantada. Sim, Fortaleza, uma meninada jogada no fundo de um futuro infeliz, catando pelo meu engajamento que deveria sustar todo e qualquer desenvolvimento que abortasse o tempo do bem viver dos novos ibejis e erês. Inominável a atitude degradante que espolia a folia essencial. Que porvir promissor tem a meninada que deveria comigo tocar tambor, mas que agora, de maneira lamentável, labora a horas disputando os resíduos sólidos dessa cidade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fortaleza a gente queria mais alegria para o dia-a-dia dessa galera que desgraçadamente foi forçada a esse batente. Alegria daquelas mais utópicas que reviram os sonhos mais primários que imaginário nenhum alcança. Sonho de criança. Pergunte pra eles minha cidade ibejada, o que essa meninada mais quer, sabe o que é...pois é, imagina se seria diferente?! Um direito assegurado e cotidianamente negado. É por isso cidade agoniada, que por aqui no couro desse maracatu, a reflexão soa de dentro do coração e com garra bate tinindo na triangulação que toca, sente e sua por quem está na rua. São histórias muito próximas ou até mesmo de dentro da própria comunidade. Lá vão cortando a cidade a pé, as mãos que podiam está agora tocando afoxé e vadiando no boi. Daí, aqui no cortejo, a marcação estonteante dos zabumbas cede ao corte dolente e vertical do berimbau. A meninada levanta as baquetas e intuitivamente cria no ar o estandarte solidário de quem tem &lt;a href="http://www.ccnma.org.br/projeto_tambores.htm" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;A MESMA ASCENDÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Desde a capoeira-brinquedo ao maracatu que espanta degredo, o povo negro não se entregou ao medo. Os quilombos de hoje em dia empunham as mais diferentes bandeiras de lutas e, quem diria, reconhecem de longe a irmandade da periferia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por essas horas os pés dos meninos já vão longe...saltita daqui, saltita de lá, é um carro aperreado que quer passar. Motorizado passa rente à carroça desengonçada dos erês sem tempo para saber da dor daquela gente. Até porque o veiculo quer mais é fingir que não vê o resultado de sua divisão fecal e desigual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os meninos e as carroças passam o dia no sol quente apanhando papelão, papel e jornal sem tempo para sentir o batuque cabaçal, sem vivenciar no corpo qualquer &lt;a href="http://www.gilbertogil.com.br/sec_discografia_obra.php?id=381" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;TOQUE ANCESTRAL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, sem saber como é que foi que por aqui chegou o boi. Em razão disso os que estão agora contentes com a gente dançando no maracatu tocam como Doum brincando no cavalo de Ogum. Já sabem da solidariedade para com os que nesse instante caminham do outro lado da cidade e merecem que por eles cantemos nossa mais bela loa de irmandade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35568133-116008029662364103?l=toquetons.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116008029662364103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35568133/posts/default/116008029662364103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toquetons.blogspot.com/2006/10/tambor-tribal-vem-trazer-loa-que-da.html' title='Tambor Tribal vem Trazer a Loa que da Periferia Soa pelos Erês'/><author><name>Wellington Pará</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11824926610907530771</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
